Fev 14

Problemas das gengivas: causas, controlo e tratamento

A alteração do equilíbrio da flora microbiana que existem na boca e a acumulação de placa dentária podem originar a inflamação e o sangramento das gengivas, dando lugar a problemas das gengivas que se desenvolvem tanto sobre os dentes (gengivite e periodontite) como sobre implantes dentários.

A gengivite é uma reação inflamatória da gengiva e tem carácter reversível. É facilmente visível na observação e ocorre como resposta à acumulação de biofilme oral (placa dentária). É a forma mais frequente das afeções do periodonto (tecido de suporte do dente), podendo ocorrer em qualquer idade em indivíduos dentados. Se a gengivite não for tratada, poderá agravar e evoluir para periodontite.

Atualmente sabe-se que, embora todas as periodontites comecem com uma gengivite, nem todas as gengivites evoluem para uma periodontite, a periodontite não afeta todos os dentes por igual e tem predileção por determinados indivíduos e localizações.

A periodontite caracteriza-se pela presença de alterações da cor, textura e forma da gengiva, e também por sangramento e retração gengival com exposição da raiz do dente. Em estádios mais avançados da afeção pode surgir mobilidade dentária e supuração, podendo chegar a ocorrer a perda da peça dentária.

Causas:

Há diversos fatores que podem favorecer o aparecimento de gengivite induzida pela presença de biofilme oral:

  • Fatores locais, ou apenas a presença de biofilme oral: geralmente associada a uma higiene oral insuficiente, dentes mal posicionados, trauma oclusal, restaurações transbordantes, ortodontia fixa e removível e prótese removível e fixa (pontes e coroas), podendo estas duas últimas irritar as gengivas e aumentar o risco de gengivite;
  • Fatores sistémicos: algumas gengivites estão relacionadas com o sistema endócrino. Entre elas encontram-se as associadas à gravidez, puberdade, ciclo menstrual e diabetes não controlada, entre outras;
  • Fármacos: como consequência da toma de determinados medicamentos;
  • Subnutrição: às vezes a gengivite pode estar associada a deficiências nutricionais.

Se o quadro da gengivite se agravar, poderá evoluir para periodontite. Neste caso, a inflamação da gengiva avança para zonas mais profundas do dente (ligamento periodontal, tecido conjuntivo e osso alveolar).

As situações que colocam o utente em risco de sofrer de periodontite:

  • Tabagismo;
  • Stress emocional ou físico;
  • Alterações hormonais: puberdade, gravidez, menopausa;
  • Fármacos: como os anticoncetivos e os corticosteróides;
  • Infeções agudas e doenças crónicas, como a diabetes.

Controlo e tratamento:

A prevenção e a correção destas patologias deve centrar-se no estabelecimento de medidas anti-infecciosas.

O objetivo é conseguir remoção mecânica do biofilme oral (placa dentária) e a redução dos microorganismos nocivos para níveis compatíveis com a saúde. Para isso é necessário efetuar tratamentos combinados que incluam métodos mecânicos e químicos. O tratamento mecânico, à base de escovas, ajuda a remover o biofilme oral; contudo, apresenta algumas limitações. Por isso, a utilização de ingredientes, como a Clorohexidina e o Cloreto de Cetilpiridínio, é de grande utilidade como agente químico coadjuvante do tratamento mecânico de controlo do biofilme oral.

Os agentes como a Clorohexidina, ingrediente de eleição, e outros como o Cloreto de Cetilpiridínio, são agentes com efeito antigengivite e antiplaca. Nem todos os colutórios com Clorohexidina apresentam a mesma eficácia, pois depende da composição completa da sua formulação.

A Clorohexidina numa baixa concentração de 0,05%, em combinação com o Cloreto de Cetilpiridínio a 0,05%, pode ser recomendada para utilização diária a fim de evitar a recidiva da afeção periodontal, sobretudo em utentes não cumpridores, assim como em situações de menor complexidade.

 

Fonte: http://www.dentaid.pt/

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