Abr 11

Automedicação: um problema do presente

A automedicação é um grave problema de saúde pública em Portugal, por muito irreal que isso possa parecer!

A automedicação caracteriza-se pela prática de ingestão de substâncias medicamentosas sem a devida prescrição e sem o acompanhamento por parte de um profissional qualificado. Ou seja, ocorre quando alguém decide tratar-se através do seu conhecimento pessoal, podendo recorrer a conhecimentos de familiares ou amigos, assim como a crenças populares.

É ponto assente que os medicamentos são necessários na melhoria de algumas queixas e na manutenção do bem-estar físico e mental das pessoas mas apenas serão verdadeiramente eficazes se houver uma indicação médica clara para a sua utilização.

Um dos maiores riscos de se utilizar erradamente medicamentos é tomar doses desadequadas e excessivas que podem originar efeitos colaterais indesejáveis, os quais originam quadros clínicos atípicos que podem, por vezes, ser interpretados de forma errada.

Um mesmo medicamento, na mesma dose, ao ser tomado durante o mesmo período de tempo por duas pessoas distintas com diagnósticos similares, pode no entanto ter resultados diferentes, podendo ser bastante eficaz para uma e pouco eficaz na resolução dos problemas da outra.

Os medicamentos atuam em diferentes organismos de formas diferentes.

Quanto maior for o número de medicamentos ingeridos, será igualmente maior a probabilidade de reações dispépticas, como azia ou dores de estômago.

A utilização indiscriminada de antibióticos pode levar a que algumas bactérias se tornem imunes e cria-se progressivamente uma resistência aos antibióticos, o que constitui um sério problema de saúde pública.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para os perigos decorrentes de uma ingestão de medicamentos de forma não vigiada, tais como:

  • Diagnóstico incorreto da patologia assim como atraso e possível agravamento no tratamento da mesma;
  • Escolha de tratamento desadequado;
  • Administração da dose de medicamento incorreta (quer seja pela sub-dosagem quer pela sobredosagem);
  • Duração inadequada do tratamento;
  • Possibilidade de reações alérgicas;
  • Possibilidade de aparecimento de efeitos secundários;
  • Possíveis interações medicamentosas;
  • Armazenamento de medicamentos em condições propícias à sua deterioração.

Em caso de emergência:

Por vezes temos mesmo que recorrer à automedicação, porque o nosso médico não se encontra disponível para nos consultar, porque estamos fora da nossa área de residência.

Nesses casos, existe uma série de conselhos que podem ser seguidos com vista a praticar uma automedicação responsável:

  • Ler com atenção o folheto informativo antes de utilizar qualquer medicamento.
  • Verificar se o medicamento não provoca interações com outros medicamentos que esteja atualmente a tomar.
  • Em caso de persistência de sintomas ou para esclarecimento de dúvidas consulte o seu médico ou farmacêutico.
  • Não utilize medicamentos fora do prazo de validade.
  • Não ultrapasse os períodos aconselhados para o tratamento.
  • Caso surjam efeitos secundários adversos, consulte imediatamente o seu médico.
  • Guarde os medicamentos em locais secos e de difícil acesso a crianças.

Não arrisque, aconselhe-se com quem sabe, fale com o seu médico ou farmacêutico!

 

 

Fonte; http://advancecare.pt/

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